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29/06/2004

Aviso

Nas duas vezes que identifiquei trabalhos copiados pelos alunos da Economia, acabei apenas dando zero e terminando a questão por ali mesmo. Decidi que não vou mais fazer isso.

Caso eu identifique qualquer trabalho copiado, mesmo que eu seja apenas da banca, o caso será levado até as últimas conseqüências. Só considerarei os plágios com provas, obviamente. Ou seja, não haverá chance de Erro tipo I. Claro que não poderei evitar o Erro Tipo II .

Duvido que o leitor deste blog tenha pensado cometer alguma fraude, portanto peço que você comente com aquele seu amigo ou amiga que acha ixperto sobre a nova diretriz. Como dizia Jorge Ben(jor): "se malandro soubesse como é bom ser honesto, seria honesto só por malandragem..."
Boas notícias

A imprensa, sempre preocupada com risco brasil, dólar e outras bobagens, não tem dado a devida atenção a duas mudanças institucionais importantes: a nova Lei de Falências e o Sistema de informações de Crédito.

A Lei teve o dedo do grande Aloísio Araújo ,o economista brasileiro mais citado no exterior. (Não, pessoal, não é o Celso Furtado). Leia mais sobre o assunto aqui, aqui (em pdf), ou aqui.

Não sei quem é o ideólogo do SIC, mas é uma grande idéia: um cadastro positivo dos bons pagadores. Leia mais aqui. Agora é esperar que estas importantes mudanças micro, gerem seus efeitos macro.
Alguém me perguntou...

... e eu respondo. Para deflacionar valores de 1912 até hoje, vá até o site do IPEADATA. Bem, este site responde a quase tudo que precisa de dados para trabalhar com Macroeconomia e Economia Brasileira. Fácil de usar e gratuito.

26/06/2004

Pergunta Difícil

Aula de Economia Internacional. Depois de eu passar mais de um mês mostrando no quadro-negro os prejuízos das tarifas e subsídios, ouço a seguinte pergunta da Luciana: "Professor, se essas medidas são tão ruins assim, por que são adotadas em toda parte do mundo?". Glup. Respondi com base na análise do Olson, coalizões distributivas, grupos de interesse e essas coisas (vejam o capitulo nove do Krugman Obstfeld). Mas não estava satisfeito com a minha própria resposta.

Na aula seguinte, eu tinha outra explicação: Economia não é fácil. Ou seja, se você não é alfabetizado em Economia, você nunca vai chegar a entender Vantagens Comparativas sozinho. É uma idéia contra-intuitiva, e foi preciso o gênio do David Ricardo para ter essa sacada.

Vejam só que coisa: chegamos ao fim do segundo grau decorando o modelo atômico de Rutherford, o ATGC do DNA, as mitocôndrias, e um monte de coisas que eu já esqueci. Mas nunca, nem uma vez só, eu vi uma curva de oferta e demanda no quadro da escola.

25/06/2004

Evento em Porto Alegre

Na próxima quinta, dia 1 de Julho, acontecerá o II Fórum de Finanças com a presença de Gustavo Franco, Malan e Gustavo Loylola. Maiores informações aqui.

Bem, se vocês quiserem ir, entrem em contato com o Igor (do oitavo semestre). O ônibus Pelotas-POA-Pelotas sairá por conta do contribuinte.

23/06/2004

Confirmado a Expectativa

Alguns posts atrás havia levantado a hipótese da China estar embargando a soja brasileira para forçar a queda no valor do produto.

Hoje na Primeira Leitura confirmou-se a expectativa.

Durante este período (28 de maio até segunda-feira) a soja havia desvalorizado exatamente 18,75% via expectativas.


22/06/2004

Em Belo Horizonte

Estou em Minas Gerais para o encontro da Associação Brasileira de Estudos Regionais.
O encontro está bem interessante e muitas coisas novas sobre economia regional apareceram desde o congresso de 2002.

Pessoal, vou fazer um curso de extensao sobre o GeoDa para os alunos e quem mais quiser. Esse é um software de econometria espacial, bem fácil de usar. Na USP deram um curso para a graduação e parece que foi um sucesso. Vou acertar a burocracia e ainda em Julho o curso ocorrerá.

Bem, na quinta-feira estarei por aí. Agora, passados todos os rolos de junho (visita do MEC , concurso para prof efetivo, ABER), as coisas voltarão ao normal.

19/06/2004

Ninguém me perguntou...

...mas eu respondo mesmo assim. Se eu tivesse que escolher um só motivo para se aprender a língua inglesa, o motivo seria esse.
A revista, creio centenária, é boa do começo ao fim e boa parte dos textos estão disponíveis on-line.

17/06/2004

As maiores organizações do mundo

Aí vai a lista das maiores empresas e países do mundo. A maior empresa do mundo é a GM com vendas de 170 bilhões de dólares, mais do que a soma do PIB do Chile com o da Irlanda, por exemplo.

16/06/2004

Medindo a demanda pelo curso de Economia da UFPel

O Davi acabou de me contar que saiu a relação candidato/vaga para o vestibular de Economia. Apesar dos problemas na divulgação do curso, continuamos com cerca de 10 candidatos por vaga. Beleza!

Mas lembro que esse indicador não mostra tudo. Temos que ver qual é o escore do candidato marginal, ou seja o último aluno que conseguiu entrar. Isso porque a relação candidato/vaga omite a qualidade dos candidatos. Certos cursos podem ter uma alta relação candidato/vaga, mas seus melhores colocados nem passam pela porta de cursos menos procurados.


Diferenciação de Preços

Saí hoje para comprar uma calculadora, pois a que tinha, não funcionava mais. Detalhe, comprar nos famosos sonegadores (camelôs).

Não estava disposto a me deslocar até o nosso belíssimo camelódromo, para quem não sabe Pelotas não possui Shopping, mas, possui camelódromo, para não perder tanto tempo.

Adivinha qual foi minha surpresa quando perguntei o preço da calculadora nas bancas de camelôs espalhadas pelo centro? A calculadora custa R$18,00. Sai de casa disposto a pagar no máximo R$7,00.

Tive que ir ao camelódromo para fazer o levantamento do preço da calculadora, consegui comprar por R$6,00. No entanto, até dentro do camelódromo existe diferenciação do preço, logo na entrada a calculadora custa mais caro que mais para o centro.

A comodidade custa dinheiro até mesmo nos camelôs, a velha e boa economia em ação.
Novo Professor

É com imenso prazer que comunico a vocês que o Professor Nelson Seixas dos Santos foi aprovado no concurso para professor efetivo no departamento. O Nelson fez a graduação na USP, mestrado na FGV-RJ e doutorado na USP. Ele foi muito bem nas provas e, apesar de bater um bolão em várias áreas, sua de concentração é Teoria Micro. (Ah... ele é carioca também. Os alunos terão que engolir outro professor que fala " a derivada de xixxxxxxx" e outras chiadeiras. :-))

Falta ainda todos os procedimentos administrativos para que ele esteja em sala de aula. É provável que isso só ocorra no II semestre. Mas acho que já dá para celebrar o aumento quantitativo e qualitativo no nosso quadro de professores efetivos.

14/06/2004

FENADOCE: Uma Doce Organização


Fui à Fenadoce na sexta-feira e não posso deixar de responder ao post do colega Igor, que em um momento talvez um tanto precipitado menosprezou a nossa feira.

Vi uma feira muito bem organizada, com muita diversificação nos seus estandes e com uma paisagem visual (diga-se, já existia no ano anterior) muito bonita.

Precisamos fazer críticas (e eu as faço), mas saber parabenizar quando existe um evento de renome nacional e bem organizado. Claro que existem melhorias, mas pelo que me parece elas vem acontecendo ano após ano.

Parabéns aos organizadores da Fenadoce pelo belo evento e por levar esta tradição da cidade para o país.

13/06/2004

Gaspari

MEC, Kissinger, Harley-Davidson, Souza Cruz, Conselhos Regionais e muito mais.
Tudo isso na coluna do Elio Gaspari de hoje. Está muito boa mesmo.

11/06/2004

Cai, cai, balão...

O ECAD está cobrando direitos autorais das músicas das festas juninas, mesmo em miseráveis escolas públicas. Parece crueldade, não? Eu também acho, mas, por outro lado, penso: se os outros insumos da festa são remunerados, por que não a música???
Por que o quentão é diferente de "Cai, cai, balão"?

(Na verdade, o que acho estranho são as regras dos direitos autorais. A música só cai em domínio público após 70 anos da morte do compositor. Que moleza para a família do artista, não?)
INMETRO e o MEC

O que você faria se o Governo proibisse o INMETRO de funcionar? Além de você não ter mais aquelas reportagens do Fantástico, teríamos que redobrar os cuidados na compra de alguns produtos e, mesmo assim, lembrem-se que os riscos de engano aumentariam. E lembrem-se que existem produtos que só sabemos a qualidade quando compramos e usamos. (Por exemplo, quando você descobrir que o preservativo é de má qualidade, o Júnior já estará a caminho). Esse é um problema de infomação assimétrica. Quem quiser saber mais, leia :

Nelson, Pillip J. (1970). "Information and Consumer Behavior". Journal of Political Economy, 78 (2), 311-329. (Acho que vocês podem encontrar o texto no Periódicos Capes. Se não puderem, eu passo o artigo para quem quiser.)

Voltando ao assunto, e o que o Governo Federal fez com o produto Educação Superior? Acabou com o Provão. Agora existe uma prova por amostragem e, ainda por cima, a Economia ficou de fora este ano. Raios, raios duplos.

Agora o aluno e o seu futuro empregador terão mais dificuldades em saber o quão bom ou picareta é o curso que o infeliz cursou. Claro que no caso do curso muito picareta e o muito bom, fica fácil saber qual é qual. Mas e os casos não tão extremos ou os cursos que estão melhoram (ou pioram) rapidamente de qualidade?
Exportações de Soja

A China está devolvendo sistematicamente a soja brasileira, por apresentar contaminação com agrotóxicos. Não tenho informação sobre a procedência da soja no ano passado, mas acredito que deva ter sido a mesma soja que está sendo comercializada neste ano (até porque ninguém plantaria algo que não tivesse mercado).

Parece-me um caso de oligopsônio, onde a China (o maior cliente do país para o produto) está tentando através deste argumento forçar uma queda do preço do produto, que encontra-se com um preço bem valorizado.

Caso, o produto esteja realmente contaminado, e, em anos anteriores não esteve, parece-me um amadorismo total por parte dos produtores. Ou está faltando uma assistência melhor pelo órgão responsável.

10/06/2004

Bolsas

Eu solicitarei duas bolsas de iniciação científica no programa PIBIC. As regras agora mudaram e só precisarei indicar o nome do aluno se recebermos as bolsas. Dependendo do resultado, farei um ordenamento de bolsistas potenciais. Para quem se interessar, aí vai o que é exigido do aluno pela UFPel:

"♦ ter desempenho acadêmico compatível com as atividades previstas;
♦ não apresentar mais do que 2 (duas) reprovações ou infreqüências e estar regularmente matriculado;
♦ não ter vínculo empregatício, nem receber salário ou remuneração decorrente do exercício de atividades de qualquer natureza, inclusive os de estágio remunerado, durante a vigência da bolsa;
♦ dedicar-se integralmente às atividades acadêmicas e de pesquisa, em ritmo compatível com as exigências do curso, durante o ano letivo, e, de forma intensificada, durante as férias letivas;
♦ não ser do mesmo círculo familiar do orientador."


Na seleção passada, apenas o Davi (FAPERGS) e o Rodrigo (Prefeitura de Pelotas- por prazo curto) receberam bolsas. Não ganhei nenhuma bolsa da UFPel. Portanto, pode ser que a situação se repita e não dá para garantir nada. O resultado sai dia 30 de junho.

08/06/2004

Alea jacta est

A sorte está lançada. Os avaliadores do MEC já fecharam a avaliação. Dentro de cerca de 15 dias teremos acesso ao relatório que eles prepararam.

Caso o relatório seja favorável, ainda teremos que esperar os trâmites legais-burocráticos para que o reconhecimento seja efetivado.

Seja qual for o resultado, eu e os demais professores do curso gostaríamos de agradecer o apoio que alunos e funcionários deram na construção do curso de Economia da UFPel. Valeu, pessoal.
Setor Terciário

Pelotas possui a maior parte de seu rendimento vinculado ao comércio, recentemente conseguiu retomar o seu posto de 3ª cidade com maior potencial de consumo no Estado, e o jogo de marketing da cidade está também ligado ao comércio.

No entanto, o que me intriga é que Pelotas não possui um shopping center. Será que existem estudos de viabilidade econômica para a construção de um grande shopping na cidade?

A minha intuição (veja que é intuição) é de que Pelotas suportaria um shopping, e ainda acho que com isso transformaria-se ainda mais num polo comercial da região. Fique também claro que falo em Shopping (Iguatemi, Praia de Belas), não em shopping pequeno sem atrações.

Para os que pensam que isto provocaria uma quebra das lojas do centro, pegue o exemplo do BIG, que também quebraria os outros supermercados.

07/06/2004

Fenadoce: uma salgada incompetência


Estou muito desiludido com nossa cidade, por tudo que deixamos de fazer (investimentos, melhorias, produção etc). Mas a fenadoce-no meu ponto de vista, vinha sendo a mola propulsora para o crescimento da região-atraindo turismo e o principal, empresas para futuros investimentos, infelizmente me enganei. No ano passado pude perceber que muito poucos estandes eram de empresas de fora, esse ano...NENHUMA.
O QUE ESTÁ ACONTECENDO!!!! Essa diretoria do CDL que revitalizou a Fenadoce, a esta destruindo, com essa mania BURRA de querer “valorizar o que é nosso”. Acho que devemos nos valorizar, mas não desprezar o resto, pois é o resto gera emprego, investimento, renda, poupança....Enquanto nossos patrícios nos puxam pra baixo.
Fui na fenadoce ontem, e o que pude ver de diferente? Só a pista de patinação no gelo! Pois o resto tem no calçadão todo ano e pelos mesmos preços. Porque o CDL não convidam empresários de fora para vir mostrar seus produtos aqui, conhecer a região etc, e deixa para os pelotense o que eles sabem fazer bem (doce), pois se continuar assim, o doce momento será salgado!!!!

Desafio SEBRAE

Vocês não se inscreverão?

06/06/2004

Mercados para tudo BR I

Um dos meus blogs favoritos, o Marginal Revolution, tem um série de posts chamada Markets in Everything. A idéia é registrar mercados para coisas insólitas, como o serviço russo que fornece álibis para maridos infiéis e coisas semenhantes.
Copiando a idéia do Tyler Cowen, aí vai o meu primeiro post "Mercados para tudo BR": no RJ surgiu um serviço de seguros para homossexuais agredidos por pitboys. A notícia está no Jornal O Globo.
Legal que exista isso, mas antevejo problemas. O mercado de seguros costuma sofrer de dois problemas de informação assimétrica. O primeiro é o risco moral, o contratante muda seu comportamento aumentando o risco de que ocorra o evento segurado. Por exemplo, os donos de carros segurados contra roubo tendem a deixar o carro em lugares mais perigosos. O outro, é o problema de seleção adversa: pilotos de motocross tenderão a buscar mais seguros contra acidentes pessoais do que, digamos, contadores.
No caso em questão pode ser que 1) os segurados comecem a buscar mais brigas, ou a freqüentar mais lugares, com pitboys; 2) apenas os homossexuais mais briguentos procurem o serviço. Estas duas possibilidades elevariam o custo do seguro e acabariam por impedir o seu funcionamento.

05/06/2004

Viva os flanelinhas!!!

Da série: advogado do diabo, iniciada pelo professor Leonardo, vamos falar dos guardadores de carros. Todos reclamam deles, mas há pontos positivos? Sem guardadores, os donos de estacionamento não cobrariam mais caro? Se isso inviabilizasse algumas pessoas de colocarem seus carros nos estacionamentos, o risco de deixar na rua sem os guardadores não seria maior?

Outra, guardadores de carro diminuem o índice de Gini. A grana sai do bolso do sujeito com "considerável" renda (digamos alguém da classe média) e vai para o bolso de um sujeito bem mais desafortunado. Além do mais, guardadores de carro diminuem o roubo dos mesmos, e por consequência - mesmo que de forma indireta - a violência. E (informalmente) empregados, esses sujeitos não vão para o crime, e deixam de ser custo para o Estado.

Moral da história: quando o caboclo pedir "dá um real aê tio", dê logo 5 mangos. As estatísticas agradecem.

04/06/2004

É Claro!

"O congestionamento de linhas desde a fatídica promoção que anunciava aos novos usuários a vantagem de falar de graça das 21h às seis da manhã tornou-se endêmico e parece não ter fim. Você consegue receber ou ligar de seu celular Claro Digital flamante depois das 21 horas? Nem precisa responder, quem não sabe? Não, é claro." (Diário Popular 09/05/2004)

Qual a alternativa quando o consumidor é lesado por uma empresa oligopolista? Processo neles! As barreiras impedem que outras empresas entrem no mercado e possam competir. Se o mercado fosse mais competitivo, provavelmente (felizmente) a Claro seria varrida do mapa.


03/06/2004

ANPEC

Depois de formado você quer passar mais dois anos de sua vida estudando que nem um louco? Seus problemas acabaram (ou melhor, começaram)! As incrições para a prova da ANPEC estão abertas!

02/06/2004

Quer salvar o mundo?

O ambientalista cético Lomborg reuniu os melhores economistas do mundo (Douglass North, Thomas Schelling, Bruno Frey, Bhagwati, Vernon Smith) para que respodessem a seguinte pergunta: qual seria o melhor gasto de US$50 bilhões para melhorar o bem-estar do mundo, especialmente o subdesenvolvido?

Se você quer salvar o mundo, aí vai a lista dos 10 projetos com melhor relação custo benefíicio, o chamado Consenso de Copenhagen:

1 Control of HIV/AIDS
2 Providing micro nutrients
3 Trade liberalisation
4 Control of malaria
5 Development of new agricultural technologies
6 Small-scale water technology for livelihoods
7 Community-managed water supply and sanitation
8 Research on water productivity in food production
9 Government Lowering the cost of starting a new business
10 Migration Lowering barriers to migration for skilled workers
Viva o contrabandista!!!

Todas as reportagens sobre a prisão ontem do contrabandista de origem chinesa enfatizaram as perdas que o contrabando traz para o Brasil. Menos impostos, menos empregos, blá... blá...blá... Só esqueceram: 1) os ganhos dos consumidores por comprarem produtos importados (ou mesmo nacionias) que ficaram mais baratos devido ao contrabando; 2) que a culpa da existência do contrabando é do próprio governo brasileiro. Se ele não fosse protecionista, não haveria espaço para que contrabandistas surgissem e enriquecessem.

01/06/2004

Viva os cambistas!

Os cambistas são figuras tão odiadas quanto guardadores de carro e funcionários de telemarketing. Mas será que a má fama é merecida? Vejam: o que eles fazem é "comprar" o risco da bilheteria. Os promotores não sabem de antemão se o evento será um sucesso ou um fiasco. Os cambistas, ao correrem para comprar os ingressos, tornam mais seguro o investimento dos promotores. Caso o espetáculo seja um sucesso, os cambistas têm um bom lucro. Caso contrário, eles dançam. A noticia mostra que os ingressos para o Rock'n'Rio Lisboa (eta nome infeliz) estão sendo vendidos pela metade do preço da bilheteria pelos cambistas. O Rubem Medina e o público lusitano agradecem.

Outra coisa é o combate aos cambistas. Ao invés de reprimir a atividade, o melhor seria garantir a livre entrada de pessoas dispostas a revender ingressos. Com uma maior competição, cairiam de lucros de monopólio que um mega-cambista talvez obtivesse.

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